MINI-HISTÓRIA SOBRE A POESIA

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POETISA, Eu...? (Minha 1ª poesia)

Me chamam de poetisa / Eu, que nunca fiz poesia / Insistem, me chamam de poetisa / E eu digo: mas eu nunca fiz poesia! /Não sei fazer estrofes, não sei rimar e se eu tentar... / amor rima com humor / Solidão com macarrão / sentimento com condimento / Soluços, com pinguços... / Eu não sei fazer poesia / Por que insistem nessa maestria?

Será que desvendaram minh'alma quimera/ Com loucos suspiros não ditos / Cabeça de leão e corpo de dragão? / Poetisa, eu...? / Por que insistem nessa galhardia? / Só se for de trigonometria / "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá" / Seno a coseno b, seno b coseno a...

Marisa Queiroz

quinta-feira, 8 de abril de 2010

JUREI-TE DE MORTE ...

Sim, não te suportava mais.
Tua simples presença já era motivo suficiente
Para me causar enjôos e ira
Quando tu me assediavas
e encostavas tuas patas imundas em minha pele,
A repugnância e a injuria se instalavam em mim.
Vinha-me lá de dentro o mais profundo asco
e um desejo imoral de te matar.

Flagrei-me premeditando a hora
e a forma de acabar com tua raça.
Constatei de forma cruel que
havia uma vil assassina dentro de mim,
E nada pude fazer pra mudar.
E tu? Tu continuavas passando por mim
Com teu habitual escárnio,
Tua insuportável puerilidade...
Parecia um deboche ou sarcasmo!
Oh! Tu nem sabes o quanto te odiei
todas aquelas vezes que te encontrei!

Enfim, chegou o momento tão esperado.
Queria te assassinar com minhas próprias mãos
E, de forma totalmente estranha para mim,
Consolidar o prazer de ver teu sangue jorrando...
Eu estava tremendo de febre por tua causa
E não via a hora de acabar com tua vida.

Naquele instante que passaste por mim novamente
Fazendo aquele teu conhecido gracejo
que parecia zombar de mim...
OH! FÚRIA INCONTROLÁVEL...!
Veio a tona uma explosão de raiva contida
da humilhação e do nojo que me causavas!
Fiquei cega e, num ímpeto, golpeei-te com força
E com as duas mãos.
Sei que não és tão grande assim,
És até miúdo e insignificante
Mas meu golpe foi pra matar um elefante
E te esmaguei! Sim, te esmaguei!!
Que prazer ao ver teu sangue em minhas mãos
Mosquito miserável!
Não passarás DENGUE a mais ninguém

Marisa Queiroz

3 comentários:

  1. A única coisa boa da dengue é o dengo de como somos dengados! :)
    Bjs.

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  2. Policarpo Nóbrega27 de abril de 2010 17:35

    Esta é mesmo à Marisa, que eu tanto aprecio, um poema brilhante que nos revela até quase ao fim a pessoa que nem reconhecemos e depois tem um remate final que nos revela o pormenor que nos faltava para não julgarmos erroneamente. Tudo de bom para ti.
    Policarpo Nóbrega

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  3. Sensacional!!!! O mais incrivel, é que vc descreveu certinho tudo que eu senti... e não foi por um mosquito... só não tive coragem de
    concretizar meu sonho... [mudei para outro Estado]... Beijosss

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