MINI-HISTÓRIA SOBRE A POESIA

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POETISA, Eu...? (Minha 1ª poesia)

Me chamam de poetisa / Eu, que nunca fiz poesia / Insistem, me chamam de poetisa / E eu digo: mas eu nunca fiz poesia! /Não sei fazer estrofes, não sei rimar e se eu tentar... / amor rima com humor / Solidão com macarrão / sentimento com condimento / Soluços, com pinguços... / Eu não sei fazer poesia / Por que insistem nessa maestria?

Será que desvendaram minh'alma quimera/ Com loucos suspiros não ditos / Cabeça de leão e corpo de dragão? / Poetisa, eu...? / Por que insistem nessa galhardia? / Só se for de trigonometria / "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá" / Seno a coseno b, seno b coseno a...

Marisa Queiroz

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A um Espírit

Quem é este espírito
Que tem me tocado a alma com maestria?
Que mão é esta que faz vibrar
As cordas de meu coração
Em plena sintonia?

Talvez seja coisa de xamã
Ou quem sabe, coisa de magia?
Será que pensamento é uma voz do espírito,
Que ressoa na vibração das águas, flores
Ou no vôo de uma cotovia?
Não sei explicar nem mesmo com minha poesia
Só sei que penso nele todos os dias...


Marisa Queiroz
19/05/2010



Israel Kamakawiwo - "Somewhere over the rainbow"
http://www.youtube.com/watch?v=7O-LDea7SHY&feature=related

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Poemeto do bem-querer

Um poema pra você
Pra dizer de meu bem-querer
Ainda que não me conheças bem
Quero dizer que lhe quero bem
Bem mais do que gostaria
Bem do jeito que eu sonharia
Num bem-querer que é todinho
Feito pra alguém igual a você!

Marisa Queiroz

sábado, 17 de abril de 2010

O NÃO-SABER-DIZER DO AMOR

Chegaste como uma luz
E eu, sem querer me iludir
Fingi que não te vi
Falaste de amor
E eu, pra não voltar a sofrer
Fingi não te querer

Mas meu coração - ah! rebelde coração...
Pelas frestas de meus olhos, já te olhava com ardor
Entre meus ouvidos moucos e palavras não ditas,
Já entoava um hino de amor

E agora, como te fazer reconhecer
Toda minha paixão e bem-querer
Nas entrelinhas de meu silêncio
Sepulcro que urge por uma opereta
Com os mais finos acordes de violino
Para cantar em louvor ao teu amor
Amor que dói de tanto não-saber dizer?

Marisa Queiroz
Numa nostálgica tarde de sábado
18/04/2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

JUREI-TE DE MORTE ...

Sim, não te suportava mais.
Tua simples presença já era motivo suficiente
Para me causar enjôos e ira
Quando tu me assediavas
e encostavas tuas patas imundas em minha pele,
A repugnância e a injuria se instalavam em mim.
Vinha-me lá de dentro o mais profundo asco
e um desejo imoral de te matar.

Flagrei-me premeditando a hora
e a forma de acabar com tua raça.
Constatei de forma cruel que
havia uma vil assassina dentro de mim,
E nada pude fazer pra mudar.
E tu? Tu continuavas passando por mim
Com teu habitual escárnio,
Tua insuportável puerilidade...
Parecia um deboche ou sarcasmo!
Oh! Tu nem sabes o quanto te odiei
todas aquelas vezes que te encontrei!

Enfim, chegou o momento tão esperado.
Queria te assassinar com minhas próprias mãos
E, de forma totalmente estranha para mim,
Consolidar o prazer de ver teu sangue jorrando...
Eu estava tremendo de febre por tua causa
E não via a hora de acabar com tua vida.

Naquele instante que passaste por mim novamente
Fazendo aquele teu conhecido gracejo
que parecia zombar de mim...
OH! FÚRIA INCONTROLÁVEL...!
Veio a tona uma explosão de raiva contida
da humilhação e do nojo que me causavas!
Fiquei cega e, num ímpeto, golpeei-te com força
E com as duas mãos.
Sei que não és tão grande assim,
És até miúdo e insignificante
Mas meu golpe foi pra matar um elefante
E te esmaguei! Sim, te esmaguei!!
Que prazer ao ver teu sangue em minhas mãos
Mosquito miserável!
Não passarás DENGUE a mais ninguém

Marisa Queiroz

sábado, 6 de março de 2010

CIAU, AMORE !

Ja te volim...
Disse ele um dia

Je t'aime...
Respondeu ela com langor

I love you..
Você acredita?

Ti amo...
Com todo fervor!

E ele se foi
Sem qualquer explicação
Ela ficou
E não quis saber a razão

Amor estrangeiro
Ignora laços estreitos
Deixa um vazio no peito
E o coração em desilusão

Ciau, amore!


Marisa Queiroz

quarta-feira, 3 de março de 2010

PSIU, CALOPSITA!

Psiu, cala!
Canta só
Só amor, tá?
Psiu! cala
Só gema
Sem pena, tá?
Topete em riste
Sorriste?
Psit, cala!
Bicos, beijos
segredos
Psit, calei, tá?
Asas, vôos
Cala, psit!
Cangote
Cócegas
Segredos...
Calemos, psit...!
Calopsita!

Marisa Queiroz

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Dizem que sou Certinha...

Já ouvi muito essa bobagem
De dizerem que sou certinha
E que não sou capaz de pecar
Dizem que além de ingênua, sou romântica
E que além de crédula no amor,
Vivo a me apaixonar

Dizem e dizem porque
Muitos não sabem quem eu
Verdadeiramente sou

Que mal existe em amar
E se entregar?
Sou certinha, sim quando falo de sentimentos
E sou romântica quando sinto o coração disparar
Desejo me acertar com meu amante
Viver como se ele fosse único
E o último de toda minha vida

Tenho o olhar ingênuo
De quem descobre o amor
Como se fosse pela primeira vez
Romantizo meus amores e
Faço cada um deles
Acreditar que é único e insubstituível

Sou mulher de amar um único homem
Por vez e por toda minha breve eternidade
Sou ingênua a ponto de acreditar
Que cada amante é um príncipe
Que me desperta com a vibração
De seus beijos sôfregos e apaixonados

E enquanto ele me leva ao reino do amor
Em cavalgadas loucas e frenéticas
Fantasio em meus sonhos e devaneios
Que seremos felizes para sempre
Até que a morte ou o fim do amor
Venha nos separar

Marisa Queiroz