MINI-HISTÓRIA SOBRE A POESIA

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POETISA, Eu...? (Minha 1ª poesia)

Me chamam de poetisa / Eu, que nunca fiz poesia / Insistem, me chamam de poetisa / E eu digo: mas eu nunca fiz poesia! /Não sei fazer estrofes, não sei rimar e se eu tentar... / amor rima com humor / Solidão com macarrão / sentimento com condimento / Soluços, com pinguços... / Eu não sei fazer poesia / Por que insistem nessa maestria?

Será que desvendaram minh'alma quimera/ Com loucos suspiros não ditos / Cabeça de leão e corpo de dragão? / Poetisa, eu...? / Por que insistem nessa galhardia? / Só se for de trigonometria / "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá" / Seno a coseno b, seno b coseno a...

Marisa Queiroz

sábado, 8 de outubro de 2011

PEITO PORTADOR DA PALAVRA

Pronto, pintou uma parada.
Peço permissão pela palavra:
Pode uma poderosa paixão
palpitar peito prudente
povoar pensamento pungente
passear pelo particípio passado
pela plenitude possível postergada ?
Penso, porém peço perdão
Participo puras pérolas para poetar
Pessoas, podem polemizar
Pombas!

(Marisa Queiroz)

CORAÇÃO CON-FUSO

Coração brasil-franco-suíço
é peito batendo dividido
num fuso horário dolorido
Pedaço de mim, cinco horas adiantado
quer estar nos ares alpinos
junto a filha livre e desgarrada
Outro lado, cinco horas atrasado
se ufana da doce terra-mãe
que acolhe com bracos amados
a filha sonhadora que retorna
à casa, amigos, filhos e amores
Em seus dias de tenros esplendores

Marisa Queiroz

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O SUSPIRO DA ROSA














Entre o cravo e o jasmim, 

suspira a rosa _ a qual devo minhas pétalas ofertar?
Se bem quero um 
Mal, o outro não quero 
E entre pétalas e espinhos
Uma dor lancinante se enunciará
Bem, te quero
Mal, não te quero
Ai, se bem querendo
Pudesse os dois 
Num único bem transformar?

Marisa Queiroz

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Poetílica, Eu...?
















É mentira, eu juro! 
Não sou poetílica!

Só porque tomo algumas doses diárias de poesia
Não quer dizer que eu seja viciada.
Poeto só socialmente, é tudo!

Sim, é verdade, saboreio dois haikais ao me acordar
Mas é apenas pra minha mente clarear 
E tornar meu dia mais suave
Quando estou tensa no trânsito indo trabalhar 
Degusto um soneto fresco e perfumado
Que é só para me acalmar

Gosto de um Fernando Pessoa,
de aperitivo antes do almoço
É um bom digestivo
E me abre o apetite

À tarde , apenas dois ligeiros poetrix 
Para acompanhar uma doce trova
que eu mesma faço

À noite, ao chegar em casa, aí sim !
Degusto um longo Drummond on the rocks
Com pedrinhas de Leminski,   para relaxar

No jantar, duas taças de Cecília Meirelles
branco e suave
Ou logo um Baudelaire, seco e forte

E antes de dormir, levo um cálice
de Florbela Espanca, licorosa,  para o meu quarto
Misturo com algumas gotas de Neruda
E trago-a, ao som de Vinícius,
Me entregando, enfim,  aos braços de Morfeu 

E é por isso que vocês me chamam de poetílica?
Estão todos enganados
Quando quiser parar, eu paro.
Não sou viciada.

Mas, por enquanto ...
Poeto, sim! Estou vivendo
Tem gente que não poeta e está morrendo.

Marisa Queiroz

DANÇAR



 Um pra cá
 Dois pra lá
 Parar
 Rodopiar
 Acertar o passo
 Segurar
 Cambrear

 Dois pra cá
 Dois pra lá
 Braço firme
 Girar
 Teu corpo forte
 Embalar
 Afago gostoso
 Ninar

 Flutuando
 Imenso salão
 Ritmo
 Canção
 Sincronia
 Corpos juntos
 Harmonia

 Dois pra cá
 Um pra lá
 Olhos nos olhos
 Flertar
 Sorriso no rosto
 Confirmar
 É feliz
 Quem pode dançar


Marisa Queiroz
 Ago/2007